Ando a estudar e felizmente amanhã será o último deste mês…finalmente…e de vez em quando lá vejo televisão para acalmar a mente e abstrair-me dos calhamaços que tenho de ler! Ontem estive a ver um programa na RTP2 sobre um culto na América, que terminou em 1978 com um massacre de 909 pessoas!
Fiquei parva…a sério…onde andava eu em 78?!perguntei-me…tinha só 9 anos e acho que só gostava de ver desenhos animados e lá em casa não se discutia os assuntos que davam nos 2 únicos canais de Portugal!Lembram-se? e ainda por cima a preto e branco…enfim…
Mas já topei onde um culto ou até vários conhecidos de todos nós foram buscar a ideia de promessa de milagres rápidos e os “aderentes” tinham de dar o que recebiam de salário ou reforma… prometia o paraiso na Terra, uma perfeita Utopia.
A conjuntura politica de onde surgiu este movimento fez com que o mesmo tivesse milhares e milhares de seguidores, pois as pessoas estavam cansadas e sentiam-se oprimidas e aquele “tipo” falava bem, usava uma linguagem acessivel e rodeou-se de pessoas tão fanáticas quanto ele.
Na verdade ele criou a Utopia e resultou durante uns tempos….as pessoas saíam de casa sem dizer nada aos familiares com esperança de que um dia eles também pudessem partilhar a felicidade que estava ao alcance duma mão…mas era tudo uma fachada, de controlo, não podiam desistir nem sair do culto! Loucura, alienação de tudo, até o sexo era usado para fomentar a pseudo religião! As pessoas denunciavam-se umas às outras!
O Paraíso estava na Guiana, num local construido por todos e para todos, onde a vida fluía com alegria…mas só até à visita do congressista americano Ryan, a partir daqui foi o descalabro total!
O tal Jones ja andava a ser investigado e então fugiu para a Guiana com os seus seguidores e usando um sistema de megafones espalhados pela pseudo-cidade, fazia discursos, exaltações sobre o que ele achava que se passava, levando as pessoas a pensarem (uma vez que não tinham qualquer contacto com o exterior) que eram rejeitadas na América e que ninguém as aceitaria de volta e que ninguém as procurava!Coisas assim, todo o dia e toda a noite…
Tudo terminou depois do assassinato do congressista na pista do avião, quando estava a tentar levar com ele algumas pessoas que tinham decidido sair do culto; então o “tipo” juntou toda a gente no pavilhão e fez o seu discurso: “se não nos deixam viver em paz que nos deixem morrer em paz!”
Alguém tinha um barril com cianeto diluído que começou a distribuir pelas crianças pequenas e respectivas mães, seguindo-se os idosos e alguns adultos…
A reportagem estava a ser “contada” por alguns seguidores que conseguiram sair, fugir e fiquei impressionada com um adulto a chorar e a dizer que na altura estava lá e viu a mulher matar o seu filhinho e depois morrer nos braços dele…
O “tipo” deu um tiro na cabeça.
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