Não tenho palavras…

“Blade Runner” antecipou o futuro há um quarto de século

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Na pele do detective Rick Dekard, Harrison Ford teve um dos papéis mais marcantes da sua carreira cinematográfica

Sérgio Almeida

O tempo fez de “Blade Runner” (“Perigo iminente”, na tradução portuguesa) um dos filmes mais marcantes da história do cinema, relegando para segundo plano o ‘flop’ de bilheteira – menos de 10 milhões de euros, em vez dos 20 previstos -, as dificuldades de financiamento e a tensa relação entre a equipa técnica e os actores. Vinte e cinco anos decorridos sobre a estreia, o filme de Ridley Scott converteu-se também num dos produtos mais lucrativos do catálogo da Warner, apenas superado por “Casablanca”, sobretudo graças à performance comercial no mercado de vídeo e DVD.

A realização perfeccionista – Scott filmava cada cena dezenas de vezes, para desespero do elenco – e a sombria visão do futuro, corroborada pelos recentes avanços tecnológicos (ler caixa), são alguns dos factores que ajudam a explicar a popularidade hoje granjeada pelo filme, uma adaptação livre da novela de Philip K. Dick “Do androids dream of electric sheep?”

Com uma atmosfera carregada de tecnologia e marginalidade existencialista, “Blade Runner” inaugurou um género, designado de ‘ciberpunk’, que desde então foi repetido até à exaustão (raras vezes com bons resultados).

Reconhecimento tardio

A alegoria futurista sobre o significado da vida que Harrison Ford, então com 40 anos, protagonizou pode não ter ganho os dois Oscars para os quais estava nomeado, mas obteve, com a passagem dos anos, um reconhecimento muito mais amplo. Em 2004, 60 cientistas britânicos elegeram “Blade Runner” como o melhor filme de ficção científica de todos os tempos, à frente de “2001 Odisseia no espaço”, de Stanley Kubrick, “Guerra das Estrelas”, de George Lucas, e “O Império contra-ataca”, de Irwin Kershner.

A inclusão na lista dos filmes mais marcantes de sempre é, aliás, uma honra frequente atribuída a “Blade Runner”, o que torna ainda mais difíceis de imaginar os problemas enfrentados pelo realizador. O tom sombrio – “enviesado” e “pessimista”, segundo os dectractores – desagradou de tal forma aos produtores, que forçaram mesmo Scott a introduzir profundas alterações no filme para tornar a história mais linear. Em vez dos longos planos oníricos, inspirados no imaginário de Fritz Lang ou Stanley Kubrick, a versão inicial incluía a locução de Harrison Ford e um final feliz para satisfazer os apreciadores do género, mais habituados a aventuras do género de “Guerra das Estrelas”. As óbvias concessões artísticas não impediram, porém, que os resultados iniciais ficassem muito aquém do esperado.

Edição especial

A data redonda não passou ao lado dos gurus do marketing. Se, por ocasião dos 10 anos, foi lançada uma versão integral do filme – inaugurando a moda das ‘director’s cut’ -, agora, atingidas as ‘bodas de prata’, uma nova remontagem se perfila. Ridley Scott abandonou temporariamente as produções executivas em que tem estado envolvido para se dedicar a uma nova versão do clássico que inclui planos retocados e uma sequência nova, na qual, pese embora não exista confirmação, o filho de Harrison Ford terá participado.

À estreia no cinema do ‘novo’ “Blade Runner”, sem data marcada, deverá seguir-se o ainda mais rentável lançamento no mercado de venda directa e aluguer. A Warner planeia não só edições em DVD mas também nos sofisticados HD DVD e Blu-ray. Os mais aficcionados terão também ao dispor uma caixa especial para coleccionadores, de que fazem parte as versões norte-americana e internacional, o ‘director’s cut’ lançado há 15 anos e vários extras.

Em 1992, “Blade Runner” reconciliou-se com as plateias mais exigentes. Mais modestos, os objectivos da ‘nova’ versão passam apenas por consolidar um prestígio quase incontestado. Uma tarefa ganha à partida.

Retirado “literalmente” da página do Jornal de Noticias de hoje no Sapo🙂

Eu adoro este filme, é o filme da minha vida e ponto final!

8 Responses to “Não tenho palavras…”


  1. 1 Starmoon Junho 27, 2007 às 7:36 pm

    Bem nunca vi, mas sendo assim tenho que ver. É verdade, afinal sempre fui ao S. João. Fui a Vila do Conde. As fotos tão no blog😉.

    Beijinhos

  2. 2 um ponto azul Junho 28, 2007 às 8:37 am

    Olá!Ok depois vou lá ver as fotos!Mas tens de ver o filme, acredita é espectacular!Bjs🙂

  3. 3 paula e rui lima Junho 28, 2007 às 11:39 am

    olá!
    este filme é apenas uma das obras-primas da ficção-cientifica.

  4. 4 uther Junho 29, 2007 às 1:48 am

    Ainda é o meu filme preferido, o filme da minha vida. Talvez. Dentro da utopia dos chamados “filmes preferidos”. Descobri-o pela primeira vez numa sala de cinema do Porto, no Carlos Alberto ou no Rivoli (lá voltamos nós ao Rivoli😉 ). Fui vê-lo com alguns colegas do 11º ano, no tempo em que o amor é uma estrela a florir. Banda sonora lindíssima, aliada a imagens tão belas que fazem estremecer. E um script tão cativante. É o filme “perfeito”.

  5. 5 umpontoazul Julho 1, 2007 às 12:21 pm

    É mesmo paula e rui!Eu adoro-o!Bjs🙂

    Eu como o adoro, não consigo encontrar defeitos, já sabes Uther!Eu tenho a banda sonora em 2 versões: a original e em música clássica!Bjs🙂

  6. 6 uther Julho 3, 2007 às 11:33 pm

    Eu tenho duas versões da banda sonora. Encontrei primeiro aquela que chamo “versão simplificada”, tem só oito faixas e é uma adaptação para orquestra da bd original. Mais tarde descobri a banda sonora original, e esta sim, é de suspirar por mais porque transporta-nos para dentro do filme logo que começamos a ouvir as vozes e a sentir o ambiente misterioso e mágico.🙂

  7. 7 uther Julho 3, 2007 às 11:47 pm

    Como mostra a notícia do JN, o filme continua a fascinar, mesmo ao fim de tantos anos. Vamos ver o que nos trás esta nova versão de Blade Runner. bjs🙂

  8. 8 umpontoazul Julho 4, 2007 às 9:30 am

    Também estou ansiosa por saber e ir ver!Bjs Uther🙂


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