Arquivo de Julho, 2007

Recortes e cortes…

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Quem não os tem?!

Lembro-me de que comecei na adolescência a juntar revistas e jornais para depois recortar algo interessante ou único e colar no meu caderninho…depois passou a uma capa dividida por temas, onde cada artigo era meticulosamente “enfiado” numa “mica” e colocado religiosamente para mais tarde ler…enfim… cheguei às 10 capas, cada uma com o seu tema.

Acreditam que ainda tenho uma caixa cheia de recortes para arrumar? recortes para colar?

Para mim era importante saber de tudo um pouco e explorar o que eu gostava mais e é claro que o Universo, a Astronomia vencia aos pontos todos os outros temas!

Também tive as minhas “pancas” por actores, filmes e tomava nota dos filmes que via, dos que gostava mais, dos que odiava…

Tudo parou por um tempo..comecei a estudar, a trabalhar a ter outros compromissos que não me deixavam explorar essa parte de mim…cuidado, que não sou Caranguejo!Dizem que as pessoas deste signo é que juntam e coleccionam coisas aos montes! 🙂

Mas fui umas das primeiras pessoas a juntar os artigos da Activa quando saiu pela primeira vez por volta de 1993 ? que comprava religiosamente todas as semanas para devorar tudo, da moda à saúde, das fofocas aos cremes de beleza!

Volto aos cortes com prazer, aliás o lazer só deverá ser com prazer…algo que aprendi ultimamente 😉

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Já li o livro “A história do Rei transparente” da Rosa Montero

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Acabei de ler este livro e adorei!

Como não sou do tipo de leitora que vai ao fim do livro saber o final da história (um dia talvez…), fiquei em suspense até ao último capitulo, também eu com medo (depois irão perceber porquê!) e finalmente lá estava o desfecho!

A Rosa Monteiro escreve uma novela cavalheiresca com personagens fantásticas e com um toque de verdade historial…e é mesmo assim que termina…

Segundo está recolhida no chamado Manuscrito de Fausse-Fontevrault (circa 1080), doado em 1770 pelo rei Luís XV da França à Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, Portugal, onde se conserva.

“Nos tempos antigos existiu um reino nem grande nem pequeno, nem rico nem pobre, nem totalmente feliz nem completamente desgraçado. O monarca do lugar governava às vezes quase bem, às vezes um pouco mal, como haviam feito seu pai, e o pai do seu pai, e o pai do pai do seu pai, e todos os seus antepassados, um antes do outro, até se perderem nas sombras da memória, pois a estirpe do Rei era longa e o Reino pacífico e estável, e todos os monarcas tinham morrido placidamente de velhos e na cama. Contudo, nosso Rei estava envelhecendo e não conseguia ter descendentes. Havia repudiado dez esposas consecutivas porque nenhuma lhe paria um herdeiro, e começava a se desesperar, pois temia que com ele se truncasse tão extensa linhagem. Numa noite de insônia, ocorreu-lhe uma idéia: aprisionar Margot, a Dama da Noite, a fada mais poderosa do seu Reino, e obrigá-la a cumprir seus desejos. Para isso enviou a Margot um emissário com ricos presentes e um convite para a grande festa que ele daria em palácio por motivo do repúdio à sua décima esposa e dos esponsais com a décima primeira. A fada, que era alegre e coquete, aceitou de imediato, e na noite da grande celebração chegou ao palácio numa carruagem puxada por cervos com os chifres pintados de ouro, e ataviada num traje deslumbrante confeccionado com vagalumes vivos…”

Jonestown – a cidade maldita

Ando a estudar e felizmente amanhã será o último deste mês…finalmente…e de vez em quando lá vejo televisão para acalmar a mente e abstrair-me dos calhamaços que tenho de ler! Ontem estive a ver um programa na RTP2 sobre um culto na América, que terminou em 1978 com um massacre de 909 pessoas!

Fiquei parva…a sério…onde andava eu em 78?!perguntei-me…tinha só 9 anos e acho que só gostava de ver desenhos animados e lá em casa não se discutia os assuntos que davam nos 2 únicos canais de Portugal!Lembram-se? e ainda por cima a preto e branco…enfim…

Mas já topei onde um culto ou até vários conhecidos de todos nós foram buscar a ideia de promessa de milagres rápidos e os “aderentes” tinham de dar o que recebiam de salário ou reforma… prometia o paraiso na Terra, uma perfeita Utopia.

A conjuntura politica de onde surgiu este movimento fez com que o mesmo tivesse milhares e milhares de seguidores, pois as pessoas estavam cansadas e sentiam-se oprimidas e aquele “tipo” falava bem, usava uma linguagem acessivel e rodeou-se de pessoas tão fanáticas quanto ele.

Na verdade ele criou a Utopia e resultou durante uns tempos….as pessoas saíam de casa sem dizer nada aos familiares com esperança de que um dia eles também pudessem partilhar a felicidade que estava ao alcance duma mão…mas era tudo uma fachada, de controlo, não podiam desistir nem sair do culto! Loucura, alienação de tudo, até o sexo era usado para fomentar a pseudo religião! As pessoas denunciavam-se umas às outras!

O Paraíso estava na Guiana, num local construido por todos e para todos, onde a vida fluía com alegria…mas só até à visita do congressista americano Ryan, a partir daqui foi o descalabro total!

O tal Jones ja andava a ser investigado e então fugiu para a Guiana com os seus seguidores e usando um sistema de megafones espalhados pela pseudo-cidade, fazia discursos, exaltações sobre o que ele achava que se passava, levando as pessoas a pensarem (uma vez que não tinham qualquer contacto com o exterior) que eram rejeitadas na América e que ninguém as aceitaria de volta e que ninguém as procurava!Coisas assim, todo o dia e toda a noite…

Tudo terminou depois do assassinato do congressista na pista do avião, quando estava a tentar levar com ele algumas pessoas que tinham decidido sair do culto; então o “tipo” juntou toda a gente no pavilhão e fez o seu discurso: “se não nos deixam viver em paz que nos deixem morrer em paz!”

Alguém tinha um barril com cianeto diluído que começou a distribuir pelas crianças pequenas e respectivas mães, seguindo-se os idosos e alguns adultos…

A reportagem estava a ser “contada” por alguns seguidores que conseguiram sair, fugir e fiquei impressionada com um adulto a chorar e a dizer que na altura estava lá e viu a mulher matar o seu filhinho e depois morrer nos braços dele…

O “tipo” deu um tiro na cabeça.

Chiquitita?!

Desculpem lá mas ontem perdi 20 minutos da minha vida a ver a estreia desta pseudo novela infantil ou seja lá o que lhe queiram chamar!

Cristo, anjinhos do céu e até fadas da Floribella!! Ajudem a SIC a fazer coisas de jeito!

Por amor de Deus, acham que as crianças são parvas?! Já sei que as mais pequeninas acham piada porque não têm sentido critico agudo como o nosso, mas aquele programa é um atentado à inteligência de qualquer um!!

Personagens más, vestidas de preto e a falar à “tia”…repetido…

Orfanato com criancinhas demasiado limpas e com uma farda amarela e azul…nunca visto…

Cozinheiro de avental branco com motivos de faquinhas laranjas e uns punhos a condizer, e um chapéu ridiculo..nunca visto mesmo 😉

Mercado de fruta e flores com “gaijas” boazonas alegremente vendendo os seus produtos…céus! 

A boazinha da história, que é milionária, vai passar férias disfarçada de não sei o quê, parece uma boneca de trapos com muito mau gosto e demasiado colorida, ao orfanato para ajudar as criancinhas…tadita!

E ainda disfarça a voz com um timbre agudo…

ó Flor volta!Com as fadas, a tua mãe árvore e o teu sotaque de Vila Nova de Gaia, carago!

Não sou criança, nem sou mãe, mas se fosse, não deixava ver isto…

“Os homens são todos umas bestas!”

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Calma, não sou eu a dizer isto, mas sim na capa duma agenda para mulheres, onde todos os dias elas, nós, podemos ler as pérolas que se seguem:

“Sou uma óptima dona de casa, sempre que me divorcio fico com a casa” Zsa Zsa Gabor

“Todas as mulheres deveriam ser casadas com arqueólogos-quanto mais velha fica, mais interesse o marido tem nela” Agatha Christie

“O problema das mulheres que beijam de olhos fechados é que normalmente também casam assim”

“Pergunta: A que é que os homens chamam de preliminares? Resposta: Estás acordada, querida?” Françoise Sagan

Amigas, tirem as vossas conclusões! 😉

Já sei que já falei disto mas…

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Nunca é o suficiente!

Bolas, fazemos tantas coisas erradas para o nosso ambiente, para o nosso planeta!

A reciclagem de papéis, plásticos, vidros e pilhas é algo simples de fazer e cria depois uma “habituação” pois onde quer que estejas, ficas atento a estas coisas e aos pequenos gestos que podes fazer e levas os outros a fazer…ou à loucura…ou simplesmente dizem-te que não vale a pena…

Mas descobri algo, nada de novo, mas por exemplo eu utilizo papel de cozinha para várias coisas: tipo guardanapo, para as frituras e para limpar as mãos; o que faz com que não compre guardanapos de papel ou papel especial para as gorduras e poupe as árvorezinhas!

É que simplesmente este tipo de papel não é reciclado, é mesmo lixo!

As lâmpadas inteligentes que custam caro no ínicio mas poupam no fim do mês na conta da luz, já conhecia, e também já apliquei a extensão tripla para desligar os aparelhos quando estão em “descanso” e com a luzinha vermelha ligada! Sabiam que gasta energia na mesma?!

Ando muito green ultimamente 🙂

Carmina Burana

Estava mesmo agora a ler um post sobre a Carmina Burana no blog da querida Fabulosamente Louca e lembrei-me duma história que se passou comigo…

Eu já vi várias vezes este espectáculo, e um dia combinei levar umas amigas que nunca tinham visto nada deste tipo (tirando a minha melhor amiga – claro! – que já tinha ido à ópera e ao ballet) as outras 2 nada…nem ópera, concertos de música clássica, nem um balletzinho checo ou cracoviano 😉

Bom, lá estamos instaladas confortavelmente, como se diz aqui no Norte – no pontapé no “cu”, traseiro, derrière, bunda 🙂 – local de alta qualidade para as nossas costinhas, mas não era isso que interessava!

Quando chegamos compramos o livret para “saber a história” como eu lhes disse, para as preparar para o concerto, entranto no dito cujo livret dizia que o espectáculo iria iniciar com música de Bella Bartok…estavam já no palco 2 pianos, uma lira, instrumentos de percusão, ferrinhos e etc…entraram 3 tipos e começou o concerto.

Não sou fã do Bartok, para mim é dificil ouvi-lo, mas lá tentei concentrar-me… até que uma delas me diz quando eles acabaram de tocar algumas peças do compositor:

“Que gira música, este conjunto Bella Bartok toca muito bem!” 😯

OK, que posso eu dizer?! Mas o pior veio no fim de todo o espectáculo…preparados?! 😉

“Gostei do espectáculo, só não consegui ver se a Carmina Burana entrou!”

😯

😯

😯

Gostos não se discutem…mas cultura geral, só um bocadinho…


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